Credibilidade, Tradição e Profissionalismo
Há mais de 15 anos contribuindo para a realização de eventos nacionais e internacionais

Formado em Administração, pós graduado pela GV, com vários cursos e extensão universitária nos Estados Unidos.

Colunista das revistas da Editora Abril: Exame (seção "Comédia Corporativa"), Você s.a. (seção "Mister Max") e Revista VIP (seção "Vida Profissional").

Autor dos livros "Relações Desumanas no Trabalho", "Comédia Corporativa", "Não Aborde Seu Chefe No Banheiro" e "BigMax - Vocabulário Corporativo".

Carreira bem sucedida como executivo de grandes empresas (entre outras, presidente de Pepsi-Cola e da Pullman/Santista Alimentos e Diretor Comercial e Industrial da Elma Chips, e Diretor de Sistemas da Frito Lay nos Estados Unidos). Em Janeiro de 1999, foi escolhido, em pesquisa do jornal Gazeta Mercantil, como um dos "30 Executivos Mais Cobiçados do Mercado").

PALESTRA

"A Comédia Corporativa"

O ser humano trabalha com um objetivo e por uma única razão. O objetivo é ganhar dinheiro. A única razão é que não há outra opção a não ser trabalhar.

A primeira referência ao trabalho na Bíblia já o define o trabalho como um castigo divino. Adão e Eva foram condenados a trabalhar, e seus descendentes também. O Senhor, porém, não deu procuração a ninguém para infernizar mais ainda a vida dos que trabalham. As relações desumanas nasceram da natureza humana, não da inspiração divina.

O conjunto das palavras que definem os fatores positivos em um ambiente de trabalho tinham um significado muito diferente no passado. A origem etimológica da própria palavra "trabalho" é tripalium, um antigo instrumento de tortura. A palavra emprego deriva do Latim implicare, que significa "confundir". E a palavra "sucesso" vem de succedere, que antigamente tinha a conotação neutra de "acontecimento": alguma coisa ou acontece ou não acontece. Se acontecer, é um sucesso. Furar o pneu do carro, por exemplo, é um sucesso.

Para a massa de trabalhadores do mundo, os últimos vinte anos do século 20 têm ficado conhecidos como a "Era da Ansiedade". Primeiro, porque a concorrência numérica é enorme: nunca houve tanta gente no mundo como agora. Segundo, porque as mulheres se incorporaram definitivamente ao mercado. Terceiro, porque nunca houve tanta gente tão bem preparada para ter sucesso. O problema é que há mais gente boa no mercado que bons empregos.

A culpa - ou o mérito - é do processo de globalização. Que começou há mais de cem mil anos, quando dois macacos desceram de uma árvore e começaram a pensar. Desde então, duas variáveis têm influído no ritmo de vida da humanidade: a informação e a velocidade. Antigamente as informações eram privilégio de poucos e eram transmitidas com extrema lentidão. Hoje, as informações são acessíveis e instantâneas, o que criou a necessidade de decisões cada vez mais rápidas. E, por isso mesmo, nem sempre corretas. A ansiedade nasce da obrigação de acertar sempre e do receio de errar e ser substituído.

O maior risco que um profissional corre hoje é o de ficar obsoleto. E obsolescência não tem nada a ver com idade. Tem a ver com adequação às necessidades, como qualquer produto de consumo.

Produtos que há apenas trinta anos pareciam eternos e estavam em lodos os lares simplesmente desapareceram. Da mesma forma, profissionais que não se preparam para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo são encostados.

Os fatores que influem na obsolescência profissional estão, todos, sob o controle das pessoas. Mas muitas não se dão conta disso: deixam o tempo passar e não se preparam para enfrentar concorrentes que estão se atualizando continuamente. Os despreparados só perceberão o erro cometido quando estiveram disputando uma vaga ou um cargo com alguém bem preparado.

O mesmo acontece com as empresas, que perdem mercado e muitas vezes quebram ou têm que ser vendidas porque não souberam se preparar para enfrentar uma concorrência mais ágil. Empresas, porém, não ficam obsoletas por si só: as pessoas que trabalham nela é que ficam, e que causam a obsolescência. Funcionários não podem correr o risco de se tornar obsoletos. Empresas têm a obrigação de substituir os que se tornam.

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